domingo, 4 de julho de 2010

Desnutrição infantil cai 62% entre 2003 e 2008



Matéria enviada pelo professor Alden


A taxa de desnutrição (baixo peso) em crianças menores de cinco anos no Brasil caiu de 12,5%, em 2003, para 4,8%, em 2008 – uma queda de 62%. A diarreia aguda, uma das maiores causas de mortalidade infantil, que havia causado 2.913 óbitos em 2003, fechou o ano de 2008 com 1.410 mortes – registrando uma redução de 51,6%, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde.

Atualmente, mais de 20 mil unidades básicas (específicas para família e postos de saúde) acompanham as condições alimentares dos brasileiros. São atendidas 6,7 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O monitoramento nutricional e a redução da mortalidade infantil vai ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

É a partir da antropometria (avaliação de peso e altura) que se verifica como está o consumo de alimentos entre as crianças e quais são as principais carências nutricionais. Para combater a desnutrição, o SUS disponibiliza gratuitamente suplementos alimentares à população.

“Os suplementos garantem o nível adequado de nutrientes, mantendo o peso das crianças dentro de padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde”, explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do MS, Ana Beatriz Vasconcelos. Ela destaca que a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) promove efetivamente maiores cuidados com a alimentação do brasileiro por meio das Equipes da Saúde da Família (ESF) ou nos postos de saúde.

Programa Saúde da Família - Um dos principais motivos da diminuição da desnutrição infantil é a ampliação da cobertura do Programa Saúde da Família, responsável pela atenção básica da população. O Programa Saúde da Família é uma importante ferramenta para o diagnostico nutricional da população, incluindo as crianças. São 30.782 equipes, agindo em 5.268 municípios, dando cobertura para 97,3 milhões de pessoas.

O diagnóstico nutricional é o instrumento primário para identificar qualquer distúrbio na nutrição dos indivíduos. Estas equipes estão em contato direto e permanente com a comunidade e conhecem o perfil e as carências dela.

O diagnóstico é a primeira etapa para qualquer intervenção. As ações adotadas podem ir desde o encaminhamento dos pacientes para uma atenção especializada, a prescrição medicamentosa, ou a complementação alimentar.

“O combate à desnutrição de crianças é imprescindível tanto para erradicar a fome quanto para diminuir a mortalidade infantil”, avalia Ana Beatriz Vasconcelos. Por isso, esses dois ODMs devem ser alcançados antes do prazo estipulado pela ONU.

Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
Há 10 anos, os 191 países da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive o Brasil, assinaram um compromisso de melhorar a qualidade de vida da população mundial. Para isso, estabeleceram oito objetivos a serem seguidos por todas as nações, os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ou ODM. Acabar com a a miséria e a fome e Reduzir em 2/3 a mortalidade de crianças menores de 5 anos são dois deles

domingo, 20 de junho de 2010

A saúde dos brasileiros piorou



Reportagem publicada reportagem na edição da revista Época de 19/junho/2010.


Uma pesquisa em 27 capitais revela um quadro de obesidade, sedentarismo, má alimentação e abuso de álcool


Nos últimos quatro anos, a renda média do brasileiro cresceu, mas o dinheiro extra não trouxe mais saúde. O Brasil está mais gordo e sedentário. Abusa mais de álcool. Come menos feijão, frutas e hortaliças. Está mais sujeito à hipertensão e ao diabetes. Esse é o retrato de uma pesquisa anual feita pelo Ministério da Saúde desde 2006, com 54 mil moradores de todas as capitais.

O levantamento Vigitel capta o estilo de vida da população por meio de extensas entrevistas feitas por telefone. Não traduz o que acontece em todos os cantos do país, mas dá uma boa ideia do comportamento de quem vive nas capitais e tem renda suficiente para ter em casa uma linha telefônica fixa. O trabalho é baseado na metodologia adotada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. É uma das mais importantes ferramentas dos governos para monitorar fatores de risco de doenças crônicas e orientar os gastos com medicamentos. O Vigitel ajuda a prever as bombas que vão estourar nos hospitais nos próximos anos, consumindo vidas e comprometendo o orçamento do sistema de saúde. Pelo que a pesquisa vem mostrando nos últimos anos, o Estado brasileiro pode se preparar para o pior. Em várias áreas.
“Os dados mais alarmantes são os índices de sobrepeso e obesidade”, diz Deborah Carvalho Malta, coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde. Entre os entrevistados do sexo masculino, 51% têm excesso de peso (em 2006, eram 47%). Nas mulheres, o índice é de 42% (em 2006, era de 38%). O Brasil está caminhando rapidamente para a situação de países como os Estados Unidos, onde 60% da população tem sobrepeso. “Não acredito que vamos derrubar esses índices. Se conseguirmos estabilizá-los, já será uma vitória”, diz Deborah. Entre as mulheres, ficou claro que o excesso de peso é mais comum entre as mais pobres. No estrato de menor escolaridade (zero a oito anos de estudo), 50% das mulheres têm sobrepeso. Na faixa mais culta (12 anos de estudo ou mais), o índice é de 31%. No sexo masculino, a situação é diferente: a barriga independe da escolaridade.
Nas últimas três décadas, o Brasil viveu uma complicada transição nutricional. Saiu da desnutrição para o sobrepeso (um pouco acima do normal) e a obesidade (bastante acima do normal). Quando uma criança sofre de desnutrição ainda no útero da mãe ou nos primeiros anos de vida, é bastante provável que se torne obesa no futuro – pois seu organismo se programou para viver com pouco. Quando essa pessoa tem mais alimento à disposição, ele vira excesso.
Além disso, o aumento do peso da população também pode ser explicado pela expansão do acesso a alimentos baratos, engordativos e de baixo valor nutricional, como biscoitos, salgadinhos e fast-food. Com R$ 2 é possível comprar legumes e fazer uma boa sopa ou salada – desde que a pessoa tenha interesse e tempo para cozinhar. Um bom termômetro do tempo que as pessoas passam cozinhando em casa é o consumo regular de feijão. Como o preparo é trabalhoso, baixo consumo de feijão é um indicador de maior consumo de fast-food. O brasileiro está comendo menos feijão (o consumo caiu de 71% em ambos os sexos em 2006 para 65% em 2009), um alimento rico em proteínas vegetais, ferro e outros nutrientes.
Entre as doenças provocadas pelos maus hábitos alimentares ou pela falta de exercícios, duas merecem especial atenção: hipertensão e diabetes. Entre os entrevistados, 24% disseram ter recebido diagnóstico de hipertensão (em 2006, eram 21%). O diabetes foi mencionado por 5,8% dos entrevistados (em 2006, eram 5,2%). Mas é difícil saber se essas doenças estão realmente se tornando mais frequentes ou se a população está tendo mais acesso ao diagnóstico.
Assustadora também é a porcentagem de pessoas que abusam de álcool. O governo considera abuso o consumo de mais de cinco doses num único dia em homens e quatro doses em mulheres. No sexo masculino, o consumo de álcool cresceu de 25,5% em 2006 para 28,8% em 2009. É bem mais do que os homens argentinos consomem (14,6%). “A nossa cultura é muito permissiva em relação ao álcool. Ele está sempre associado à celebração e ao lazer. Precisamos educar os brasileiros para mudar essa cultura”, diz Deborah Malta.

sábado, 12 de junho de 2010

Dieta rica em carne pode antecipar menstruação




Matéria enviada pelo professor Alden:



Por EMMA WILKINSOND
BBC Brasil


Uma pesquisa da Universidade de Brighton, na Grã-Bretanha, sugere que meninas que têm uma dieta rica em carne podem começar a menstruar antes que outras crianças. Os pesquisadores compararam as dietas de mais de 3 mil meninas de 12 anos e descobriram uma ligação entre a menstruação antecipada e o alto consumo de carne aos três anos de idade (mais do que oito porções por semana) e aos sete anos (mais de 12 porções por semana). No artigo, publicado na revista especializada Public Health Nutrition, os pesquisadores afirmaram que a dieta rica em carne pode preparar o corpo para a gravidez, desencadeando a puberdade antecipada.
"Carne é uma boa fonte de zinco e ferro, requisitos que são altos durante a gravidez", disse a coordenadora do estudo, Imogen Rogers, da Universidade de Brighton."Uma dieta rica em carne pode ser vista como indicativo de condições nutricionais adequadas para uma gravidez bem sucedida", acrescentou.
Os cientistas pesquisaram meninas de 12 anos e oito meses, separando-as em dois grupos: as que já tinham começado a menstruar e as que ainda não tinham menstruado. Ao comparar as dietas destas meninas nas idades de três, sete e dez anos, eles descobriram que o consumo de carne em idade precoce estava fortemente ligado com a menstruação antecipada. As chances de se ter a primeira menstruação aos 12 anos de idade eram 75% maiores entre aquelas que comiam mais carne aos sete anos. A menstruação antecipada está ligada ao aumento no risco do desenvolvimento de câncer de mama, possivelmente devido ao fato de estas mulheres estarem expostas a níveis mais altos de estrogênio durante suas vidas. Mas os pesquisadores destacam que não há necessidade de as meninas cortarem a carne de suas dietas e sim moderar nas quantidades. Na pesquisa, as meninas de sete anos que se encaixavam na categoria de maior consumo de carne comiam realmente grandes quantidades do alimento, eles afirmaram. Peso
Ao longo do século XX, a média de idade na qual as meninas iniciam a menstruação caiu dramaticamente e agora dá sinais de estabilização. Isto se deve a uma melhora na nutrição e ao crescente nível de obesidade, que tem impacto nos hormônios. Embora as descobertas do estudo atual sejam independentes da questão do peso, o estudo confirma pesquisas anteriores ao mostrar que garotas mais pesadas tendem a menstruar mais cedo.
No entanto, para Imogen Rogers, o peso não pode ser o único fator que influi neste fato, já que a média de idade da primeira menstruação não variou necessariamente com os níveis de obesidade. Ken Ong, endocrinologista pediátrico do Conselho Britânico de Pesquisa Médica, afirmou que no último século ocorreram "grandes mudanças" no momento em que ocorre a primeira menstruação. Ong acrescentou que a ligação com o consumo de carne é "plausível"."Isto não está relacionado a um tamanho maior do corpo, mas pode estar relacionado a um efeito mais direto da proteína da dieta nos níveis de hormônio", afirmou.

Nut.Alden dos Santos Neves CRN: 95100147-7/4ª Região

domingo, 6 de junho de 2010

Alimentação e TPM

Este artigo é da Maria Fernanda Rocha, aluna do 5º período

Sensação que o mundo vai acabar antes da menstruação... É isto que a maioria das mulheres que tem TPM sente!
A Tensão pré menstrual, também conhecida como TPM, é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual, nos dias que antecedem a menstruação, podendo ser tão severos que interfiram significativamente na vida da mulher. Ela atinge aproximadamente 75% das mulheres, mas apenas 8% delas têm sintomas muito intensos. Os sintomas variam de mulher para mulher, sendo os mais comuns: irritabilidade e nervosismo; ansiedade – com alterações do humor e sentimentos de hostilidade e raiva; depressão – podendo ocorrer distúrbio do sono e dificuldades de concentração; cefaléia (dor de cabeça); mastalgia (dor ou aumento da sensibilidade das mamas), retenção de líquidos, ocorrendo muitas vezes inchaço ou dor nas pernas; cansaço; acne e aumento do apetite, aumentando também o desejo por alguns alimentos em especial, como chocolates ou doces.
Muitas hipóteses tem sido feitas a respeito das causas da TPM, mas atualmente o que parece prevalecer é que sejam influências hormonais normais do ciclo menstrual que interfiram no sistema nervoso central.

Ocorre a elevação do estrogênio na fase pré-menstrual ou a queda da progesterona, que são os hormônios sexuais femininos. Contudo, esses dois fatores não são os únicos envolvidos: esses hormônios podem afetar os neurotransmissores, tais como a serotonina, causando os sintomas psiquiátricos, como a depressão.
Algumas modificações alimentares podem atenuar os sintomas decorrentes da TPM, para alívio das mulheres que sofrem nessa fase. Para a ansiedade, irritabilidade e insônia, provocados pela elevação do estrogênio e redução da progesterona, deve-se preferir alimentos ricos em magnésio: abacaxí, camarão, vagens, castanhas, nozes, cenouras, folhosos verde-escuros e alimentos ricos em Zinco, como camarão, carne suína, gengibre, alho, nozes e centeio.
Para o aumento do apetite (com voracidade por doces ou o famoso chocolatinho), dor de cabeça e fadiga, causados por baixos níveis de magnésio, deve-se preferir, além dos alimentos já citados ricos em magnésio, os carboidratos complexos e integrais, tais como pães e torradas integrais, que estimulam o funcionamento intestinal, evitando a prisão de ventre e eliminando também o estrogênio contido nas fezes.
Para o aumento da sensibilidade dos seios e inchaço abdominal e facial, que ocorrem devido ao aumento do hormônio aldosterona, deve-se preferir alimentos ricos em vitamina B6 (piridoxina), que controlam o excesso de aldosterona: banana, arroz integral, batata, salmão, lentilha e alimentos ricos em Potássio: feijão, espinafre, banana, água de coco e tomate.
Deve-se evitar sal em excesso, contido em embutidos, enlatados, salgadinhos e alimentos industrializados. Deve - se evitar também a cafeína, contida em café, chá-mate, chá-preto, refrigerantes à base de cola e guaraná, e o excesso de doces: biscoitos recheados e amanteigados, bolos, tortas, doce de leite (que contém sódio, o que pode aumentar a retenção hídrica), e chocolates. O uso de chás, tais como chá de hortelã, é recomendado, pois este é diurético – aliviando os sintomas de retenção de líquidos e inchaço. Deve-se também fazer 6 pequenas refeições ao dia, evitando omitir refeições.
O importante é que se entenda que a TPM não é uma doença, mas sim uma alteração fisiológica do ciclo menstrual feminino, que pode ser resolvida com medidas simples, como modificações alimentares e a prática de exercícios físicos regularmente. Vale também mais uma dica: Quando bater aquela vontade de comer chocolate, substitua-o por banana ou batata, exemplos de alimentos que além de conterem a Vitamina B6, contém o triptofano, um aminoácido que é utilizado para a formação de Serotonina, neurotransmissor que em níveis adequados, evita o humor depressivo nessa fase tão complicada da vida da mulher.
Fonte: SAMPAIO, Helena Alves de Carvalho. Aspectos nutricionais relacionados ao ciclo menstrual. Rev. Nutr. [online]. 2002, vol.15, n.3, pp. 309-317 http://www.scielo.br/pdf/rn/v15n3/a07v15n3.pdf
www.editorialnews.com.br/.../criseDeTPM.gif

sábado, 29 de maio de 2010

A carne suína é realmente vilã?


Este é o artigo foi escrito pelo Gabriel Osório, aluno do 5º período de Nutrição do UniFOA
Se dividirmos a produção mundial de carne suína (88.425.764 toneladas), pela população do planeta, estimada em 6 bilhões de pessoas no início deste ano, poderemos concluir que o consumo foi de aproximadamente 14,73 kg , por habitante. Este número é realmente expressivo e faz a carne suína ocupar, com destaque, o primeiro lugar na preferência da população, dando-lhe o título de "a carne mais consumida no mundo".
Ela, na verdade, já ocupa esta posição de liderança, desde 1976, ano em que ultrapassou a carne bovina. Em 1999, como vemos no Quadro 1, o consumo de carne de frango ocupou o segundo lugar com 10,61 Kg e a bovina ficou em terceiro, com 9,7 por habitante.
A carne de frango atingiu o segundo lugar na preferência mundial, ultrapassando a carne bovina, somente em 1996. Seu consumo continua crescendo em ritmo superior ao da carne suína , mas não se espera uma ultrapassagem ainda nesta década, em virtude do aquecimento da economia chinesa, país que tradicionalmente tem preferência pelo consumo pratos à base de suínos.

1) HISTÓRIA

O mito de que a carne suína faz mal à saúde perdura há séculos. Nos banquetes da Idade Média, por exemplo, prevaleciam as carnes de aves e de boi na mesa das classes abastadas, enquanto a carne de suíno, animal que era criado em péssimas condições higiênicas, era consumida apenas pela população pobre. Certas doenças trazidas por alguns alimentos fizeram até com que algumas religiões banissem o suíno dos cardápios, como a judaica e a muçulmana.
O suíno industrializado do ano 2000 não consome mais resíduos alimentares como há 30 anos.
Um estudo da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), já revelava que a taxa comparativa de colesterol entre o frango, o suíno e o boi não é tão discrepante assim. Amparados nessa pesquisa, os produtores de suínos decidiram informar a população sobre as características benéficas da carne suína.
O suíno "moderno", melhorado geneticamente durante anos, alimenta-se à base de ração (soja e milho) e é confinado em lugares com temperatura ideal e em piso de cimento, sem qualquer acesso à terra e às pastagens, diminuindo o risco de contaminação. A justificativa para a adoção de medidas de bio-segurança na produção de suínos pode ser obtida, mediante uma breve avaliação do impacto econômico da ocorrência de doenças nos rebanhos. Dentre as conseqüências da ocorrência de doenças nos rebanhos de produção de suínos, destacam-se: Redução do desempenho (redução da produtividade), elevação da taxa de mortalidade (perda de animais), gastos com medicamentos e produtos biológicos (aumento do custo de produção), comprometimento da qualidade do produto final (menor retorno financeiro, ou remuneração), alterações de manejo (aumento de gastos com mão-de-obra), e gastos com honorários veterinários.
De 1980 para cá, o suíno perdeu 31% do seu nível de gordura, 14% de calorias e 10% de colesterol, tudo isso fruto dos avanços na genética, através do cruzamento e seleção de animais superiores.
Esta considerável diminuição na gordura corporal dos suínos merece alguns comentários adicionais. No suíno atual, 70% da gordura está localizada debaixo da sua pele (toucinho) e apenas 30% no restante do corpo. Ao se retirar a pele, a carne suína apresenta baixos teores de gordura. No interior dos músculos encontramos apenas 1,1 a 2,4 % de gordura, que é o mesmo das carnes de frango, e menor que das carnes bovina (2,5%) e de ovinos (6,5%).

2) HIPERTENSÃO ARTERIAL
De 15 a 20% da população mundial sofre com a hipertensão ou a pressão alta, como é conhecida popularmente. O problema pode ser agravado em pessoas que apresentem alguns fatores de risco, como herança familiar, idade avançada, altas taxas de colesterol, obesidade, consumo excessivo de sal ou álcool, fumantes, estresse emocional, diabetes e sedentarismo.
Uma das causas da hipertensão arterial é a ingestão de alimentos com alto teor de sódio. Por isso, a carne suína é recomendável porque, quando comparada às carnes de boi ou frango, possui menor teor de sódio e, como vantagem adicional, o nível mais elevado de potássio.
Dada a importância destes minerais, um alimento é avaliado pela relação sódio/potássio. A carne suína tem a menor relação sódio/potássio quando comparada à carne de frango e de boi. Por isso, é indicada para pessoas com problemas de hipertensão arterial.
Uma das virtudes da carne suína é o seu teor de potássio. Por isso a carne suína é a mais indicada para pessoas que têm pressão sangüínea alta, já que o potássio ajuda a regular os níveis de sódio que aumentam a retenção de líquidos no corpo.
Ao contrário do que se tem difundido pelo País, a carne suína é recomendada para as pessoas que sofrem de hipertensão arterial. Certamente não é a solução para o problema, mas sem dúvida pode ser uma excelente aliada para o controle desta enfermidade.

3) COLESTEROL
A gordura e o colesterol têm diminuído de forma progressiva nos últimos anos, em decorrência do intenso trabalho de melhoramento elaborado pelos técnicos e criadores. E esse é o fator que as pessoas desconhecem.
O nível de colesterol contido na carne de um suíno moderno é semelhante as das outras carnes (bovinos e aves) e está perfeitamente adequado às exigências do consumidor moderno. É importante saber que o conteúdo do colesterol de uma carne não está diretamente relacionado ao seu conteúdo de gordura. Um exemplo claro disso é que o camarão, apesar de ter bem menos gordura do que o suíno, apresenta taxas bem superiores de colesterol (de 97 a 164 mg/100g), contra 56 a 97 mg/100g de carne suína.

4) Nível de colesterol em alguns cortes
Carnes magras (por 100 g )
Filé de frango 98 mg
Pernil suíno 102 mg
Carne magra de vaca 123 mg
Carnes gordas (por 100 g )
Frango inteiro com pele 180 mg
costela suína 198 mg
costela de boi 289 mg
Fonte: Andrea Galante, diretora da Associação Paulista de Nutrição (Apan); Izilda Georgia C. Rossi, vice-presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo; Valmir Costa da Rosa, superintendente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS); Solange G.C. Brazaca, nutricionista do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Escola Superior Luiz de Queiróz (ESALQ-USP); Luiz Gonzaga do Prado Filho, professor de Ciência e Tecnologia de Alimentos da ESALQ-USP.

5) Vantagens da carne suína
Pouca gordura e baixo teor calórico
Vários estudos científicos comprovam que a quantidade de gordura de um lombo cozido de suíno, por exemplo, diminuiu 77%, e o de calorias, 53%. Isso permite entender melhor o que aconteceu nos últimos 31 anos, quando os avanços na genética e na nutrição transformaram o porco de antigamente no suíno light da atualidade.

5.1) Baixo teor de colesterol
A carne do suíno moderno tem teor de colesterol comparável aos da carne de boi e frango, sem pele. Também atende às recomendações da American Heart Association - AHA , que estabelece um máximo de ingestão diária de 300 mg de colesterol por dia. Em 100 gramas de lombo assado ou cozido, por exemplo, existem 72,8 mg de colesterol.

5.2) Pouca gordura saturada
A carne suína também atende às recomendações da American Heart Association – AHA , em relação aos teores de gordura saturada. Em 100 gramas de lombo cozido, por exemplo, existem apenas 2,4 gramas de gordura saturada. Além disso, a carne suína possui mais gorduras "desejáveis", as insaturadas (65%), do que gorduras "indesejáveis", como saturadas (35%), o que é muito apreciado num alimento. É rica também em ácido Linoléico, que neutraliza de forma eficaz os efeitos negativos do ácido Palmítico, uma gordura saturada .

5.3) Teor adequado de calorias
Em 100 gramas de lombo cozido, existem apenas 188 kcal (menos de 9% do recomendado pela American Heart Association – AHA) um hambúrguer, por exemplo, tem 596 kcal.

5.4) Rica em Vitaminas e em Minerais
É excelente fonte de vitaminas do complexo B, principalmente de tiamina e riboflavina (B12) e destaca-se também pelo conteúdo de cálcio, fósforo, potássio e ferro. Quanto a este último, a carne suína tem o dobro do que na carne de frango, o que a faz a mais indicada para as mulheres, devido á presença de menstruação.
5.5) Alto valor nutritivo
Possui adequado teor de proteína, com uma boa combinação de todos os aminoácidos essenciais. Ao consumir 85 gramas de carne suína, uma pessoa atende aos seguintes percentuais de suas necessidades diárias de nutrientes:

53% de tiamina
33% de vitamina B12
22% de fósforo
20% de niacina
19% de riboflavina
18% de vitamina B6
15% de zinco
11% de potássio
7% de ferro
6% de magnésio


Conclusões
A carne suína pode ser uma vilã dependendo da quantidade, qualidade e corte, idade, raça e dieta do animal.A carne suína, modificada pela incorporação de técnicas arrojadas e modernas, deve fazer parte do cardápio diário, bem como pode e deve ser inserida no planejamento dietoterápico de apoio nutricional.
De acordo com o corte, e o modo de preparo a carne pode ser sim consumida, e até apresenta teor de colesterol menor que outras carnes. A carne de suíno magra, como o lombo, tem 34% menos colesterol do que o frango sem pele. O lombo suíno tem, inclusive, menos calorias do que o filé mignon bovino, considerado por muitos um exemplo de carne magra. Já é consenso, contudo, que dietas com excesso de gordura e de colesterol aumentam o risco de doença cardiovascular, e que o consumo de todas as principais fontes de gordura da dieta, incluindo-se as margarinas, o leite e derivados, e as carnes, deve ser monitorado.
De outro lado, os estudos mostram também segurança quando o consumo de carne se dá de forma moderada e como parte de uma dieta saudável, rica em vegetais, com pouco sódio e pouco açúcar. Com estes cuidados - moderação e opção por cortes magros, podemos garantir que a inclusão de diversos pratos típicos da culinária nacional que têm carne suína em sua composição está de acordo com as recomendações nacionais e internacionais para uma boa alimentação.
BRAGAGNOLO, Neura and RODRIGUEZ-AMAYA, Délia B.. Teores de colesterol, lipídios totais e ácidos graxos em cortes de carne suína. Ciênc. Tecnol. Aliment. [online]. 2002, vol.22, n.1, pp. 98-104. ISSN 0101-2061 http://www.scielo.br/pdf/cta/v22n1/a18v22n1.pdf

sábado, 22 de maio de 2010

Adoçantes na Gestação



Este artigo foi escrito pelo Afonso Maia, aluno do 6º período

A gestação é um período especial na vida de toda mulher, é nessa fase que ela sentirá todo prazer de gerar uma nova vida.
Durante essa fase a gestante tem suas necessidades nutricionais aumentadas a fim de garantir o crescimento saudável do seu bebê, ou seja, é absolutamente normal engordar e os seios aumentarem.
Essa reserva energética é muito importante tanto no pré quanto no pós parto, pois auxiliará a mãe na produção adequada de leite para amamentar o neném, por isso é importante uma boa alimentação e recusar dietas emagrecedoras, pois a gravidez NÃO é época para emagrecer!
Atualmente é comum o uso de adoçantes por todos nós, seja no café, chá ou suco; e são vários os tipos encontrados no mercado. Mas qual seria o ideal para as gestantes? Essa é uma das principais dúvidas das futuras mamães, e nós vamos respondê-la, analisando cada tipo e mostrando os prós e contras de cada um.
Para começo de conversa, os adoçantes (ou edulcorantes) são divididos em naturais e artificiais, sendo representantes dos naturais a sacarose, frutose e o esteviosídeo; e dos artificiais o aspartame, ciclamato, sacarina e acessulfame-k.
A sacarose é o açúcar tradicional, feito através do refino da cana-de-açúcar. Não é recomendado para as futuras mamães que já são diabéticas ou que desenvolveram diabetes gestacional.
Já a frutose tem um poder adoçante maior que a sacarose, além de ser absorvida mais lentamente no intestino, porém pode ser responsável por elevar os triglicerídeos quando usado em excesso, por isso deve ser evitado por gestantes que possuam alguma doença cardiovascular ou que já tenham os triglicerídeos elevados.
E o esteviosídeo é um adoçante que não possui caloria. Feito da extração das folhas da Stevia rabaudiana bertoni, tem poder adoçante de 100 a 300 vezes maior que a sacarose. No mercado é combinado com o ciclamato, que veremos a seguir.
No grupo dos artificiais encontra-se o aspartame, um tipo de adoçante muito utilizado e comentado, já foi alvo de muitas críticas, pois comentam sobre um possível efeito neurológico causado pelo seu uso. Segundo o estudo de Maria Regina Torloni a ingestão de aspartame durante a gestação é segura para as grávidas normais, porém deve ser evitado por aquelas que possuem fenilcetonúria.
O ciclamato é outro amplamente utilizado pela população, alguns estudos mostram que o adoçante possui a capacidade de atravessar a placenta e assim causar anomalias cromossômicas, apenas em dose muito elevada, algo como tomar e copos e copos de ciclamato todo dia.
A sacarina tem um gosto amargo e metálico, possui ação transplacentária e em estudos experimentais em ratos apresentou desenvolvimento de tumores malignos nos fetos.
Já a sucralose é outro adoçante artificial. É obtido da sacarose, e tem poder adoçante 800 vezes maior que o açúcar tradicional! Após 15 anos de estudo os cientistas chegaram ao seguinte resultado: não é muito absorvido pelo intestino, não causa câncer nem mutação, além de não influenciar o crescimento.
Por último, o acessulfame-k: ele tem a ação muito parecida com a da sucralose. Tem poder adoçante 200 vezes maior do que a sacarose. É amplamente utilizados em produtos industrializados.
VEREDICTO: o melhor adoçante é o açúcar tradicional! Por quê? Por que já é utilizado há centena de milhares de anos e nunca fez mal, não seria agora que faria. Obviamente tudo dentro dos padrões normais, ou seja, nada de exageros. Todavia, se você possui alguma restrição, como o diabetes, e NECESSITA utilizar o adoçante, use os feitos de sucralose ou acessulfame-k.
Nunca se esqueça do bom senso!!! Use somente algumas gotas, geralmente de 3 a 4 já são suficientes. Nada de jatos! Procure sempre revezar os tipos.
E por fim, nunca deixe de comer alimentos saudáveis, além de beber bastante água. Faça o pré-natal com seu médico de confiança e procure um nutricionista.

E você? O que acha sobre adoçantes na gestação? Qual é o melhor em sua opinião? Comente.

Referência Bibliográfica: Torloni, Maria Regina e cols. O uso de adoçantes na gravidez: uma análise dos produtos disponíveis no Brasil. http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v29n5/a08v29n5.pdf
Escrito por Afonso Maia.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Um cachorro-quente por dia eleva risco de doença cardiovascular em 42%





O estudo aponta para o excesso de gordura, sódio e conservantes dos embutidos

Comer um cachorro-quente por dia aumenta em 42% os riscos de sofrer doenças cardiovasculares, segundo um estudo americano publicado nesta segunda-feira e que mostra os riscos associados ao consumo de carnes e embutidos.
A pesquisa, da Faculdade de Medicina de Harvard, foi publicada nesta segunda-feira no site do jornal Circulation e se baseia na análise de 1.600 estudos que observaram 1,218 milhão de pessoas em uma dezena de países.
Os resultados mostram que um consumo diário de 50 gramas de embutidos, como uma salsicha, rodelas de mortadela ou de bacon defumado, está associado a um risco 42% maior de desenvolver uma doença cardiovascular, assim como 19% mais chances de ter diabetes tipo 2.
Entretanto, o estudo não revela a mesma correlação com o consumo de carne fresca, seja de boi, porco ou carneiro.
As normas de vida saudável recomendam um limite no consumo de carne, mas até agora "estudos mostraram resultados gerais relacionando o consumo de carne e doenças cardiovasculares e diabetes", afirmou Renata Micha, a principal autora do estudo.
"A maioria dos estudos anteriores não consideraram separadamente os efeitos na saúde do consumo de carne processada versus carne fresca", disse Micha, uma pesquisadora do departamento de Epidemiologia da Escola de Harvard de Saúde Pública (HSPH).
Sódio e conservantes
Enquanto carnes frescas e processadas consumidas nos EUA contêm quantidades parecidas de gordura saturada e colesterol, pesquisadores descobriram que a carne processada "contém, em média, quatro vezes mais sódio e 50% mais conservantes a base de nitratos", disse Micha.
"Isso sugere que diferenças em sal e conservantes, mais que a gordura, podem explicar o maior risco de doenças cardiovasculares e de diabetes no consumo de carne processada".
Com o objetivo de diminuir ataques cardíacos e aumento de casos de diabetes, seria melhor evitar carnes processadas como bacon, salames, salsichas e cachorros-quentes, destaca Micha.
"Baseado em nossas descobertas, comer uma porção de carne processada ou menos por semana estaria associado a um risco relativamente pequeno", concluiu Micha.




Fontes:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2010/05/17/um-cachorro-quente-por-dia-eleva-risco-de-doenca-cardiovascular-em-42.jhtm
http://www.eupodiatamatando.com/wp-content/uploads/2007/03/salsicha.jpg